terça-feira, 28 de junho de 2011

Angélico: o que é a morte cerebral que o hospital desmente?

A notícia da morte cerebral de Angélico Vieira correu ontem, apesar de não ter sido confirmada pelo Hospital de Santo António. À medida que o tempo passa, e segundo António Polónia, médico que acompanha o ator, o prognóstico complica-se. Mas, e se o ator estivesse mesmo em morte cerebral? Poderia recuperar?

Depois da divulgação de um cenário de morte cerebral, amigos e fãs juntaram-se nas imediações do hospital onde Angélico está internado. A visita dos amigos a Angélico foi chamada de ‘despedida’.

Mas o que é morte cerebral? A pessoa neste estado pode ter o coração a bater durante um período de tempo, mas não consegue exercer funções essenciais, como respirar, ou digerir alimentos. Necessita, por isso, de equipamentos de suporte básico de vida. No entanto, este suporte pode ser fornecido em situações menos graves – é o caso de Angélico Vieira.

Quando há morte cerebral, a pessoa não tem capacidade de recuperar, uma vez que o cérebro controla todas as funções vitais. É um quadro irreversível. A morte cerebral é diferente do coma (neste caso, há sinais de vida cerebral, com hipóteses de cura). Um paciente com morte cerebral não revela sinal de vida.

Angélico Vieira enfrentaria morte cerebral se todas as áreas do cérebro – entre as quais o tronco cerebral – perdessem todas as suas funções de forma irreversível. A hora da morte dá-se, em termos legais, no momento em que o médico determina que há morte cerebral.

“A certificação de morte cerebral requer a demonstração da cessação das funções do tronco cerebral e da sua irreversibilidade”, segundo a lei portuguesa.

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